quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Volta do ENOLEIGOS no MALBEC WORLD DAY 2013 ( !!! )



Amigos e Amigas,

Quantas saudades, mas estou de volta e agora com força total.

Não poderia ter dia melhor para meu retorno do que o início da comemoração internacional deste vinho que tanto amo! Desde que comecei a me aprofundar neste fascinante mundo de baco a Malbec me encanta. 

Dia 17 de abril é o Dia Internacional da Malbec! Para comemorar teremos diversos eventos, dentre eles um WINE BAR especial hoje às 21:00hs aonde iremos degustar três rótulos, todos Malbec é claro.

Para festejar O sEu dIa, o malbec SAI ÀS RUAS

Além da realização de 70 eventos que serão levados a cabo em 60 cidades de 45 países do mundo para honrar a cepa insigne da Argentina, a Wines of Argentina prevê realizar intervenções artísticas em cidades ícone do mundo, famosas por sua arte urbana: Nova York, São Paulo, Londres, Xangai e Mendoza.

Nesta oportunidade os festejos chave serão realizados em Nova York, São Paulo, Londres, Xangai e Mendoza.

No Brasil as festas terão um tempo ainda maior, englobando diversos canais de comunicação e o envolvimento de jornalistas, blogueiros, formadores de opinião e consumidores.

As ações começam no dia 10 de abril e contam com transmissões ao vivo, programas de webtv, missões no Instagram, envolvimento de blogueiros na divulgação dos vinhos Malbec, além de mídia nos canais especializados.

Veja a programação completa abaixo:

Dia 10/04
Transmissão ao Vivo Winebar
Horário: 21h
Tema: Diversidade de Mendoza Malbec
Vinhos: Sottano Malbec Reserva de Familia, Lagarde Primeras Viñas e Andeluna Altitud.
www.malbecworldday.com.br

Dia 11/04
Desafio ao Vinho especial Malbec World Day
Horário: 12h as 13h
Tema: Malbec combina com tudo?
Vinhos: Don, Sottano, Lagarde Primeras Viñas
www.tvgeracaoz.com.br

Dia 17/10
Transmissão ao Vivo Winebar
Horário: 21h
Tema: Diversidade do Malbec
www.malbecworldday.com.br

Dia 18/04
Desafio ao Vinho especial Malbec World Day
Horário: 12h as 13h
Tema: Malbec é tudo igual?
Vinhos:
www.tvgeracaoz.com.br

In Vino Veritas!

GK


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Vinho e nossos Momentos Inesquecíveis – Chesini Gran Vin CS 2005 – O tema da #CBE deste mês




Amigos e amigas, é com muito prazer que volto a escrever minhas “mal traçadas linhas” neste momento mensal sempre cheio de belíssimos posts dos confrades blogueiros que participam da CBE (Confraria Brasileira dos Enoblogs).

Neste mês eu tive o privilégio de escolher o tema. Parece que foi ontem que comecei a participar da CBE e esta já é a terceira vez que escolho o tema, o tempo voa! Como andei saboreando alguns vinhos de sobremesa alemães simplesmente divinos, pensei inicialmente em falar sobre vinhos “Botritizados”, mas, como bem disse meu amigo Alexandre Frias, não é um tema do gosto de todos! Resolvi então inovar e trazer aspectos de nossas vidas pessoais para o tema deste mês, vejam minha escolha:

"Neste mês eu gostaria de diversificar e trazer a tona variáveis tão ou mais importantes que o vinho em si! Falemos de nossa lembrança, pessoas, lugares e momentos. O tema deste mês é falar de um vinho que tenha marcado muito você! Férias inesquecíveis, o nascimento de um filho, bodas, casamento, não importa, descreva, degustando novamente ou não, suas percepções sobre o vinho degustado neste momento tão especial!"

Aproveito e dou uma sugestão a todos que estão lendo meu post. Lembra daquele vinho delicioso que você tomou naquela viagem a França ou Espanha ou Buenos Aires? Não interessa o país! Pegue este mesmo vinho e abra a mesma garrafa, da mesma safra, num dia comum, sem toda a magia do momento que envolvia sua viagem. É claro que tecnicamente o vinho é o mesmo! Mas nada, acredite, nada irá reproduzir a magia de um momento e foi exatamente isto que eu quis trazer a tona com o tema deste mês.

Minha escolha? Bom, meu momento especial na verdade foi o meu primeiro grande encontro com o Vinho Brasileiro. Em 2011 tive a oportunidade de participar do Projeto Imagem, realizado pelo IBRAVIN, e fui conhecer diversas vinícolas nas Serras Gaúchas. Vocês poderão ler diversos posts e relatos meus desta e de outras viagens que fiz para lá depois. Confesso que ainda tinha certo pré conceito e me faltava ainda muito a conhecer sobre o vinho produzido em nosso país.

Em um dos dias da visita o tema era Espumante e Garibaldi. Neste dia tive o prazer de conhecer pessoalmente o sensacional Adolfo Lona, e conhecer também a CPEG, Cooperativa dos Produtores de Espumante de Garibaldi. Mas o que Garibaldi e os Espumantes tem em relação com o vinho que escolhi? Foi no dia que conheci o Ricardo Chesini, participante do CPEG, mas que tinha realizado um sonho de produzir um vinho premium. A proposta da Chesini era chegar a um verdadeiro exemplar dos melhores vinhos do mundo. Para tal, foram empregados investimentos na adaptação e manuseio do vinhedo, irrigação controlada e colheita cautelosa. Depois de lapidado na vinícola, foram engarrafadas 2.770 garrafas numeradas deste vinho, importadas da França especialmente para o Gran Vin. Ao design, que emoldura com altivez a bebida, se junta o rótulo desenvolvido com exclusividade, que lhe confere visual único. Trata-se, inclusive, de material premiado pela indústria gráfica. São esses valores agregados que, em conjunto, fazem do Chesini Gran Vin sucesso de crítica.

Sim, eu já falei dese vinho aqui, mas para mim esta viagem e, como marco da mesma, o Chesini Gran Vin, foram um marco e tanto no meu encontro com o Vinho Brasileiro. Meu post inicial sobre o Gran Vin foi em Maio de 2011, pouco mais de 1 ano atrás. Irei acompanhar este vinho pelo menos pelos próximos 10 anos e, claro, compartilhar com todos vocês a evolução deste grande vinho Brasileiro!

E como será que foi meu encontro com o Chesini Gran Vin desta vez? Leia abaixo!!

Visual: Mesmo com seus 7 aninhos de vida o vinho continua sem sinais evidentes de envelhecimento em sua cor. Ainda vivo e brilhante. Analisando o halo conseguimos perceber sinais sutis de sua idade. Lágrimas finas, de velocidade mediana e tingindo a taça.

Olfato: Desta vez não decantei o vinho como já fiz em experiências anteriores. Ainda fechado o que, em conjunto com seu visual, mostram que este vinho ainda vai longe. Vale uma nota. Há uns 6 ou 7 meses atrás eu abri uma garrafa deste vinho e deixei ele decantando por quase 4 horas e, ao final da experiência, o vinho estava sensacional. A complexidade no olfato mais uma vez me surpreende, principalmente se considerarmos a faixa de preço deste vinho. Frutas negras e vermelhas mas com as negras mais em evidência. Com tempo em taça foi abrindo outras camadas. Compotas, especiarias, um toque de tabaco tudo isto harmonizando com a madeira muito bem integrada.

Paladar: Minha primeira atenção foi em relação aos taninos e a acidez que continuam bastante presentes me dando agora a certeza que este vinho evoluirá muito bem pelo menos nos próximos 5 anosl Corpo médio, remetendo mais a um vinho do velho mundo do que aos nossos queridos argentinos e chilenos. Os aromas que senti no nariz se mostram na boca também em camadas e com um final que, mais um vez, me surpreendeu por sua persistência.

Vinhaço! Realmente um vinhaço que me agrada pacas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

segunda-feira, 25 de junho de 2012

La Celia Elite Malbec Tannat 2006


Queridos amigos e amigas, depois de um longo e tenebroso inverno, justamente no início do inverno de 2012, cá estou de volta a escrever sobre este assunto delicioso e fascinante que são os vinhos.

Não que tenha deixado de provar e me deliciar com deliciosos caldos, mas os tempos passados foram por demais atribulados, além de uns outros problemas que me impediram de aqui estar com vocês.

Pedi para o meu filho de três aninhos escolher, aleatoriamente, uma garrafa na adega para que eu abrisse e, em tempo real, escrevesse sobre a mesma que, em poucos minutos, estará no Blog! A escolhida foi este La Celia.

A Finca la Celia nasceu no ano de 1882. A linha elite está acima da linha Reserva, são chamados “super blends”, tendo sempre como base a uva Malbec, e foram lançados como uma homenagem a versatilidade que a Malbec mostrou em solo argentino. Lançados com Malbec / Petit Verdot, Malbec / Cabernet Franc e este que estamos provando Malbec / Tannat.

Vamos ao que achei deste vinho:

Visual: Bonita garrafa, com rótulo igualmente elegante, como predomina também o restante da linha. Rolha de cortiça. Ainda possui traços violáceos, mesmo com os 6 aninhos de vida, mas já começa a mostrar traços de evolução. Lágrimas finas, lentas, tingindo levemente a taça e por toda a taça.

Olfato: Elegante, com boa base aromática predominantemente frutada, bom toque de complexidade, mas sem explodir. Frutas vermelhas (morango e amora), baunilha e caramelo, finaliza com toques de chocolate e especiarias.

Paladar: Ataque mais sutil que no exame olfativo. Taninos presentes, mas já completamente domados e de granularidade de excelente qualidade. Acidez ainda bastante presente. Na boca, além das  notas percebidas no exame olfativo, trouxe tambén notas de café. Final de boa persistência.

O que a Vinícola fala sobre seu vinho:

60% Malbec / 40% Tannat

Colheita manual em pequenas caixas em busca do ponto ótimo de maturidade.

Estagiou em barricas de carvalho francês e americano de primeiro uso por 12 meses.

Coloração vermelho intenso e brilhante. Aromas únicos, uma reminiscência de doces de frutas vermelhas e especiarias como pimenta preta, combinadas com as notas do seu envelhecimento de carvalho. No paladar, taninos maduros dão força e estrutura. É um vinho de grande personalidade.

Recomendamos decantação de 40 minutos antes de servir.

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker, sobre o vinho:

Pontos: 85

Degustador: Jay Miller

Maturidade: Beber entre 2009 e 2014

Review:

The 2006 Elite Malbec (60%)-Tannat (40%) spent 12 months in French and American oak. Dark ruby-colored, it displays a nose of cedar, spice box, black cherry, and blackberry. Easy-going on the palate with plenty of spicy black fruit, this straightforward effort can be enjoyed over the next 5 years.


Até o momento deste post não haviam degustações publicadas pela Wine Spectator.

Um vinho bem agradável, fácil de beber, com certa dose de complexidade e sem tanta potência com é comum nos vinhos argentinos. Não é um vinho espetacular, longe disso, mas é um vinho bem interessante pra sua faixa de preço.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Marichal Tannat Reserve Collection 2009 - #CBE



A correria anda grande meus amigos! E, como tudo na vida, sempre temos o lado bom e o lado não tão bom. O não tão bom é não conseguir escrever com a periodicidade que gostaria. Mas, mesmo atrasado, aqui estou com o primeiro post do mês de março, o da esperada Confraria Brasileira dos Enoblogs (CBE). Neste  mês a escolha coube ao querido Gil, o fundador da CBE, do excelente blog Vinho para Todos:

Vinho tindo do uruguai, com preço até R$100,00”.

Definitivamente o uruguai tem vinhos deliciosos.

Minha escolha, como podem ter no título deste post, coube a um Tannat que surpreendeu a todos na degustação que organizei e foi intitulada de “Copa América”. Na ocasião tivemos apenas dois representadas uruguaios, e este em especial me surpreendeu. Dos 21 vinhos degustados, o Marichal Reserve ficou na nona posição, surpreendendo por sua qualidade. Vejam mais detalhes da Copa América neste link .

Em 1910 Isabelino Marichal, um descendente de imigrantes das Ilhas Canárias (Espanha), se estabeleceu na região de Etcheverría, iniciando o cultivo das primeiras vinhas da variedade Tannat, que naquela época, era chamada de Harriague.

Em 1938 construiu uma pequena bodega composta de tanques subterrâneos em uma caverna, de modo a possibilitar as melhores condições para amadurecimento dos vinhos.

Por mais de 70 anos a Bodega Marichal une tradição a modernas técnicas de vinificação, produzindo vinhos uruguaios premium em uma localização privilegiada, a 25 km de distância do Atlântico, onde seus vinhedos são contemplados pela brisa marítima.

Hoje na quarta geração, Juan Andrés e Alejandro administram, juntamente com seus pais, essa vinícola que tem o desafio de projetar ao mundo o produto de sua terra e sua filosofia. Juan Andrés Marichal gosta sempre de salientar que para se fazer um grande vinho é preciso ter uvas de elevada qualidade. O processo de vinificação começa no vinhedo com pleno acompanhamento na bodega. Uma pequena jóia no Uruguai com 50 hectares de vinhedos próprios ao sul do país onde se destaca o cultivo das variedades: Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Chardonnay, Semillón e Sauvignon Blanc.

Vamos ao que eu achei deste vinho:

Visual: Garrafa sem muitos chamarizes mas elegante. Discreto mas bem feito e com bom gosto. Ao servir vemos a jovialidade do vinho. Coloração vermelho mais escuro, ainda com muitos reflexos violáceos.

Olfato: O vinho começou um pouco fechado. Fica a dica de deixá-lo respirar por pelo menos 30 minutos antes de seguir com a degustação. Após este período ele abriu bastante, dando especial destaque aos aromas frutados, muita fruta vermelha com gostosas notas adocicadas. Continuando com a análise percebo também notas de chocolate mais amargo e um toque de especiarias (pimenta seca).

Paladar: Preenche bem a boca, refletindo os aromas percebidos na análise olfativa. Os taninos, para minha surpresa, estão bem domados e macios. Um vinho de estrutura média. Final de boa persistência.

O que a vinícola fala sobre seu vinho:

Variedad: 100% Tannat

Características de la variedad: Tannat es una variedad originaria del sudoeste Francés, Madiran, que en Uruguay encontró excelentes condiciones de terruño para producir vinos de altísima expresión, con taninos a la vez que intensos, de textura amable.

Ubicación de los viñedos: Etchevarría, Canelones, Uruguay, a sólo 25 km del mar.

Suelo: Ondulaciones  franco arcillosas con zonas de calcáreos

Fecha de cosecha: Primera quincena de Marzo.

Tipo de cosecha: Recolección manual, en cajones de 18 kg.

Fermentación Maloláctica: Si.

Proporción de vino flor y prensa: 100% vino gota.

Crianza: 70 % 12 meses en roble francés y americano.

Potencial de guarda: 12 años desde el año de cosecha.

Color: rojo profundo, con reflejos violáceo  típicos del Tannat.

Nariz: Presenta notas de frutas rojas maduras,  con mermelada de ciruelas. Los aromas terciarios de tostado chocolate están perfectamente integrados.

Paladar: La entrada en boca es amable,  se desarrolla con un buen volumen en boca en donde  aparece nuevamente la fruta roja madura con una leve nota mineral que lo equilibra perfectamente. Los taninos están bien presentes pero son redondos y carnosos.

Temperatura de Servicio: 17-19ºC


Ainda não existem análises da Wine Spectator nem da Wine Advocate sobre este vinho.

Um vinhaço uruguaio para sua faixa de preço. Realmente uma bela surpresa que entra também pra lista de custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Cortes de Cima 2007


Este é um clássico português, um vinícola que se você ainda não conhece, não sabe o que estás a perder.

As Cortes de Cima são uma propriedade de 365 hectares, uma dimensão média para o Alentejo. 140 hectares estão plantados com vinha, 50 hectares com oliveiras e 70 foram reflorestados com sobreiros, azinheiras, pinheiros e alfarrobeiras.

Terroir = solo, localização, clima

Nesta região, o solo é argiloso e o subsolo calcário, permitindo uma boa drenagem. Este é um aspecto importante para as vinhas. As nossas estão aninhadas na encosta da Serra do Meandro, com 400 metros de altura, que delimita o baixo Alentejo.

A região alentejana da Vidigueira usufrui de uma excelente exposição solar, com temperaturas quentes e secas no Verão e temperadas pelas frescas brisas atlânticas. A precipitação média é de cerca 500-600 mm e concentra-se maioritariamente nos meses de Inverno, em que se regista pouca ou nenhuma geada.

Como outros portugueses, este também traz o código AVIN AVIN0292755246691.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: Tradicional garrafa deste clássico do Alentejo. Conheço o rótulo de longe. Ao abrir a cápsula me deparo com uma característica que me agrada bastante. A rolha também vem safrada. A rolha é de compensado de cortiça o que eu não esperava para um vinho português. Coloração ainda viva, escura e intensa, mas já sem tantos sinais de violáceo. Lágrimas gordas, rápidas, por toda a taça e com leve coloração.

Olfato: Intenso, complexo e explodindo em aromas diversos. São cinco castas que compõem este blend Alentejano. Nas frutas destaco as vermelhas, com especial presença de cereja. Em harmonia temos também nuances florais, provavelmente provenientes da Touriga. Leve tostado da madeira e especiarias finanlizam a análise olfativa.

Paladar: O ataque inicial na boca, assim como no nariz, também é itenso e ocupa cada pedacinho da boca. Os taninos estão presentes, mas já bem macios. Acidez super presente e se destacando. O sabor em boca é essencialmente frutado, com leve dose de mineralidade. Boa textura em boca, chegando a ser um vinho guloso. Final de boa persistência.

O que a Cortes de Cima fala sobre seu vinho:
  
Castas: 56% Syrah, 20% Aragonez, 11% Cabernet Sauvignon, 8% Petit Verdot, 5% Touriga Nacional

Ácidos Totais: 5.2

pH Final: 3.58

Açúcares Residuais: 2,9

Álcool: 14%

Estágio em Barrica: 12 meses em Carvalho Francês (80%)/Carvalho Americano (20%)

Filtrado e engarrafado em: Maio 2009

Lançamento: Julho 2009

Produção total: 136.691 garrafa

Vindima 2007

Este ano o período de maturação das uvas foi retardado, originando bagos com baixo baumé e vinhos com menos álcool mas mais elegantes. Tanto no início como no fim da vindima, o tempo esplêndido, com dias quentes e solarengos alternados por noites frias, foi interrompido por períodos de severas trovoadas. Um Setembro pouco usual, bastante húmido, destruiu as nossas esperanças e o ano que se apresentava como potencialmente excelente acabou por se revelar num ano de qualidade acima da média.

Vinificação

Este vinho foi produzido a partir de uvas rigorosamente seleccionadas pelo que estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, e regulares delestage, com um alargado período de maceração  das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 12 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%), obtendo um vinho com componentes de fruta e carvalho equilibrados. Engarrafado, sem colagem e com filtração em Maio de 2009.

Notas de Prova

Vibrante, de cor vermelha profunda. Aromas a frutos de bagos vermelhos, a sugerir cerejas e ameixas, com menta, chocolate e alguma complexidade da madeira. Suave, com um equilíbrio perfeito, elegante no paladar, com fruta e taninos sedosos. Tem um equilíbrio cativante e um fim de boca muito persistente,  mostrando-se um óptimo vinho jovem, mas com intensidade e estrutura para melhorar por vários anos em garrafa. Um exemplo muito bom da excelente vindima de 2007, com boa pureza de fruta e elegância no estilo.

O que diz a Wine Spectator:

Pontos: 89

Review:

Offers the essence of blueberry and raspberry, supported by a firm structure, with mineral and smoke. Medium-grained tannins fill the long, firm finish, with notes of black olive. Syrah, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot and Touriga Nacional. Drink now through 2014. 11,390 cases made. –KM

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker:


Pontos: 88
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2009 e 2016

Review:

The 2007 TINTO, merely labeled “Cortes de Cima,” is the mid-priced entrant in the lineup, a blend this year of Aragonez, Syrah, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional and Petit Verdot aged for 12 months in barrel. If you want to see what happens to the Chamine reviewed this issue with more depth, concentration and structure…voila. This is nicely focused, with some concentration and intensity of flavor and grip on the finish. It has a modern, New World style, but turns a little austere and crisp on the finish, too. If you like the style—fruit forward and flavorful—this is a very good vintage for this wine. The winery recommends drinking by 2014—that sounds about right, but I think it should hold a bit longer, even if not at peak. Drink now-2016.


Um vinho que não tem fama a toa! Já está pronto para ser bebido, com certeza aguenta mais uns 3 ou 4 anos em garrafa, ou até mais, mas não acredito que vá melhorar. Se tem uma garrafa por aí abra e se delicie. Pela sua qualidade e preço entra pra lista de custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


quinta-feira, 22 de março de 2012

Salvaguarda: SALTON não aprova ( !!! )




Amigos e Amigas,

A Salvaguarda é um assunto muito polêmico. Já emiti minha opinião sobre o assunto aqui no blog aonde ressalto que sou totalmente contra a mesma!

Para acompanhar melhor o assunto resolvi contatar as vinícolas Brasileiras, grandes ou pequenas, sobre este assunto.

Uma das primeiras a responder foi a Salton, uma das maiores vinícolas do Brasil e que, até então, vinha sendo apontada como uma das responsáveis pelo processo da Salvaguarda.

Nos próximos dias trarei a opinião também de outras vinícolas.

Vejam então a íntegra da resposta da Salton:

Nota à imprensa 


A Vinícola Salton esclarece que são as entidades representativas do setor, Ibravin, Uvibra, Fecovinho e Sindivinho que estão à frente do movimento para salvaguardas dos vinhos nacionais. A Salton, compreendendo que estas medidas podem restringir o livre arbítrio de seus consumidores, encaminhou ao Ibravin um documento informando que não apoiará a causa. Reforçamos ainda que a Salton, uma empresa centenária e brasileira, se preocupa muito com seus clientes e consumidores e que busca constantemente o melhoramento de seus processos e produtos, por meio de investimentos em novas tecnologias e programas de qualidade, para concorrer, de forma justa, com produtos nacionais e importados.


 Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 21 de março de 2012

Salvaguarda para o Vinho Brasileiro? Como assim???




Pois é meus amigos, muitos de vocês já devem ter ouvido falar sobre este assunto. Demorei um pouco para escrever sobre o mesmo pois queria estudar melhor o que realmente está acontecendo para poder emitir minha opinião com mais embasamento.

Explicando o Estudo de Salvaguarda

Importante começar sobre o que exatamente está acontecendo. No ano passado, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho) protocolaram petição para abertura da investigação para aplicação de salvaguarda às importações brasileiras de vinhos.

Desde 1995 esta será a quarta investigação de salvaguarda conduzida Departamento de Defesa Comercial (Decom) da Secex.

O que é uma Salvaguarda? Por definição, Salvaguarda, quando aplicada, tem por objetivo proteger um setor que esteja sofrendo prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave decorrente do aumento das importações, por meio de aumento do imposto de importação ou de restrição quantitativa. O setor, então, implementa um programa de ajuste para voltar a concorrer normalmente com as importações ao final do período estabelecido pela medida.
No momento o que está acontecendo é um estudo para verificar se a Salvaguarda deve ou não ser implementada no setor de Vinho.

Com o início do processo, as entidades do setor têm 40 dias para apresentar provas que comprovem – ou não – a necessidade de proteger o vinho brasileiro com medidas governamentais contra os importados. Vale lembrar que até agora o governo brasileiro só concedeu salvaguarda para um único produto, o coco ralado.

No pedido de salvaguardas, as vinícolas alegam que a participação dos importados no consumo doméstico de vinhos finos cresceu de 67,1% para 78,7% de 2006 a 2010, estimulada pela redução da demanda nos países desenvolvidos e pela entrada, em alguns casos, de produtos com preços similares aos custos de produção no Brasil. Em 2011, a fatia chegou a 78,8% do mercado, que totalizou 92,2 milhões de litros, conforme a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), uma das signatárias do pedido ao Mdic.

Caso o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) decida impor salvaguardas contra vinhos finos importados, as vinícolas brasileiras se comprometem a ampliar e desconcentrar a produção de uvas viníferas no país, reduzir custos e melhorar a qualidade da bebida nacional. Só na implantação de 3 mil hectares de novos parreirais os aportes chegarão a R$ 219 milhões em oito anos, além de R$ 40 milhões em um programa de marketing para estimular o consumo do vinho nacional.

Meus Comentários

Fico impressionado como muitas vezes o governo Brasileiro continua com esta mentalidade do século passado ao cogitar este tipo de ação.

O Ibravin comenta que a Salvaguarda será apenas por um período no qual o Governo irá investir na melhoria do setor de produção de Vinhos Finos Brasileiros, ou seja, vinhos produzidos com Vitis Vinifera.

O que realmente não consigo entender é o que a Salvaguarda tem com o investimento para melhorar o setor. Porque, por exemplo, ao invés de tentar limitar o número de rótulos de vinhos importados que entram no país e aumentar o imposto dos vinhos importados, o governo não procura reduzir os impostos dos vinhos nacionais, acabar com a Substituição Tributária e criar linhas de crédito específicas para a produção de vinho? Se o objetivo é aumentar o espaço do vinho Brasileiro precisamos melhorar nossa qualidade, aumentar o número de vinhedos, ter mais massa crítica e menos impostos, isso sim!

Será que o governo realmente acha que em 3 ou 5 anos de Salvaguarda nós conseguiremos melhorar a qualidade do vinho Brasileiro? Será?? Queridos leitores, este tempo é praticamente nulo quando estamos falando sobre produção de vinhos! Quem nunca ouviu a célebre frase do Château Mouton Rothschild: “Produzir vinho é relativamente simples, apenas os primeiros 200 anos são difíceis”.

Tenho convicção que esta tal Salvaguarda irá diminuir drasticamente o consumo de vinhos finos no Brasil. Todos sabem que sou um fã convicto de nossos vinhos, estou sempre escrevendo sobre os mesmos, realizando degustações, visitando produtores. Como eu, diversos outros amigos blogueiros que evitarei citar com receio de esquecer de alguém. Mas o fato, infelizmente, é que o Vinho Brasileiro ainda não é bem visto pela população de um modo geral. Estamos engatinhando ainda, temos muito, mas muito o que aprender e evoluir. Se a opção for beber um Brasileiro de R$30,00 ou um Chileno de R$60,00 sabem o que irá acontecer? Fatalmente iremos retroceder e voltar a boa e refrescante cerveja, ou para a saborosa caipirinha. Imaginem então as Cervejas Artesanais hoje em franca expansão.

Amigos, a Indústria Cervejeira deve estar rindo a toa com esta total desunião do segmento vinícola!

Precisamos de massa crítica, precisamos aumentar INCONDICIONALMENTE o consumo do vinho em nosso país. Não interessa, neste momento, se o vinho é nacional ou não. O Ibravin faz excelentes trabalhos de divulgação como o Projeto Imagem, que tive o prazer de participar no ano passado, e o Projeto Comprador. Estamos no caminho certo!!! Diversos especialistas vem se convencendo que a qualidade do Vinho Brasileiro está crescendo a passos largos e impressionando a crítica de todo mundo. Vejam os espumantes da Geisse com a Jacis Robinson. Ou o crescimento das vendas para a Europa que o projeto “Wines of Brasil” tem alcançado.

Como apaixonado pelo vinho, e defensor convicto do Vinho Brasileiro, sou RADICALMENTE CONTRA a Salvaguarda por ter certeza absoluta que isto será absurdamente danoso ao mercado de vinho em nosso país.

Em breve mais notícias sobre esta polêmica!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 20 de março de 2012

Degustação “Qual o melhor Vinho Branco Brasileiro” ( !! )



Amigos e amigas, cá estou para contar a vocês sobre uma nova iniciativa que conseguimos realizar no dia de ontem, 19 de março de 2012.

Neste dia, na aconchegante loja Vino & Sapore (http://www.vinoesapore.com.br/) do querido amigo amigo João Filipe Clemente, tivemos a oportunidade de provar 23 rótulos de Vinhos Brancos Brasileiros.

Segundo fontes do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), foi a maior degustação já realizada tendo como tema Vinhos Brancos Brasileiros. A seleção dos vinhos foi realizada por mim e pelo Ibravin e procuramos abranger todos os Terroirs que temos aqui no Brasil, exatamente da mesma forma que fizemos na degustação que teve como tema os Tintos Brasileiros.

Abaixo os vinhos que foram degustados:


Foi consenso de todos os degustadores que são vinhos bem feitos, mas que ainda temos muito espaço para evoluir ao nos compararmos com outros países produtores. Importante também citarmos os preços dos vinhos degustados. Tínhamos vinhos desde R$11,00 (Perini Moscato), até um máximo de R$85,00 (Villa Francioni Lote II), com um preço médio de R$39,00 entre as 23 amostras, ou seja, vinhos relativamente baratos se comparados com grandes vinhos brancos do velho mundo, por exemplo.

Como sempre tivemos boas surpresas, típicas de uma degustação as cegas. Os primeiros três lugares ficaram com vinhos da uva Chardonnay e todos com passagem por madeira e já conhecidos por muitos. A quarta e quinta colocações foram gratas surpresas.

Vejamos a lista dos 10 primeiros colocados:


Parabéns aos primeiros colocados! Vejam que tivemos representantes de diversos Terroirs, o que mostra que estamos no caminho certo!

Não posso terminar sem agradecer aos queridos amigos João Filipe, Carlos Marques, Maurício Tagliari, Didu Russo, André Rossi, Felipe Zboril, Evandro Silva, Vanessa Sobral, Emílio Santoru e Eduardo Milan que estiveram presentes comigo nesta deliciosa experiência.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

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