Os teares são máquinas que transformam filamentos ou fios em tecidos. Esses tecidos resultam da reunião de filamentos paralelos (urdidura) com transversais, relativamente ao comprimento do pano (trama).

O padrão do entrelaçamento da urdidura e da trama determina a configuração e padronagem do tecido acabado. Para tramar o tecido usa-se lançadeira (ou navete), componente que desenrola o fio à medida que atravessa o tear.

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O tear manual horizontal primitivo surgiu na Europa, por volta do século XIII, espalhando-se por quase todo o mundo. Ainda hoje, diversos trabalhos são realizados nesses teares.

Estamos caminhando para a simplicidade, voltando nossos olhos para a valorização e prazer que as fibras naturais nos proporcionam.

Esta tendencia não é um modismo, mas a valorização da natureza em nosso dia a dia no uso de fibras como o sisal, a juta, o algodão, a lã e a seda.

Hoje já existe um mercado infinito de opções na decoração que seguem esses valores tão importantes, em tecidos para forração, cortinas, mantas e tapetes, possibilitando humanizar nossos espaços.

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A arte da tapeçaria abrange várias técnicas e utiliza diversos materiais que combinados de forma criativa resgatam a memória do uso ancestral do tear cujas produções são testemunho do refinamento alcançado pelos povos.

A tecelagem manual é provavelmente uma das artes mais antigas. Os vestígios texteis antigos encontrados datam de 5000 a.c e revelam características dos povos nas etapas e objetos de preparo da fiação (rocas, cardas, urdideiras) e da própria atividade da tecelagem (teares rudimentares).

No Brasil a tecelagem manual agregou valores das principais etnias formadoras de nosso povo.

Na época do descobrimento, os portugueses observaram que os nativos já trabalhavam a arte de trançar fibras vegetais de forma criativa e primitiva.

Com a colonização e a vinda dos jesuítas para catequizar os índios, os padres começaram a preocupar-se em vestir os indígenas e o Padre Manuel da Nóbrega trouxe artesãos, teares, técnicas e todo aparato necessário para o desenvolvimento de tecelagens. O algodão então assume destaque como cultivo sendo a material prima mais importante para fazer tecidos que iriam vestir os indígenas e posteriormente os escravos.

No século XVIII, correspondente ao ciclo da mineração havia uma grande necessidade de concentrar a mão de obra nas minas de ouro e lavoura pois as riquezas eram enviadas a Coroa Inglesa e por acordos comerciais Portugal era obrigado a importar tecidos da Inglaterra. A atividade da tecelagem foi proibida por Da. Maria I que em 1785 decretou a queima de todos os teares. Este decreto foi revogado por D. João em 1809 e assim a indústria de tecelagem nacional renasceu.

Minas Gerais foi um dos estados que mais absorveu as técnicas de tecelagem manual e dentro deste estado surgiram inúmeras organizações domésticas, onde o papel da mulher foi fundamental.

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